PROPOSTA 1 DE 3

Emprego e Dignidade

Washington Sorio propõe tornar o primeiro emprego uma porta real à cidadania, com qualificação profissional como política pública e um ambiente genuinamente favorável ao empreendedorismo — porque trabalho não é favor, é direito.

O Problema

O Brasil tem um dos mercados de trabalho mais difíceis de acessar para quem nunca trabalhou. O jovem de 18 anos que busca o primeiro emprego enfrenta um paradoxo perverso: as empresas exigem experiência, mas ninguém consegue experiência sem emprego. Esse ciclo vicioso exclui milhões de jovens e perpetua a desigualdade.

No Rio de Janeiro, esse problema é ainda mais agudo. A informalidade cresce, o empreendedor enfrenta burocracia sufocante e o trabalhador que paga impostos vê retorno insuficiente em serviços públicos. A economia fluminense precisa de um choque de eficiência — não de mais regulação, mas de regulação inteligente.

O Diagnóstico

Washington Sorio, com 30 anos de experiência em gestão de pessoas, identificou três raízes do problema:

  • Desconexão entre formação e mercado: o sistema educacional não conversa com o mercado de trabalho. Formamos jovens para um mercado que não os espera da forma como chegam.
  • Custo do emprego formal: os encargos trabalhistas no Brasil são dos mais altos do mundo. Isso desincentiva a formalização e empurra trabalhadores para a informalidade.
  • Burocracia para empreender: abrir e manter um negócio no Brasil consome tempo e dinheiro que poderiam ser investidos em crescimento. O empreendedor luta contra o Estado antes de lutar pelo mercado.

As Propostas

1. Primeiro Emprego como Porta à Cidadania

Proposta de legislação federal que cria incentivos concretos para empresas que contratem jovens sem experiência formal: redução de encargos no primeiro contrato, programa de mentoria obrigatória para o novo empregado e certificação de empresa "Porta de Entrada" para as que aderirem ao programa.

O programa se baseia em experiências bem-sucedidas em países como Alemanha e Portugal, adaptadas à realidade brasileira. A meta é criar 50.000 novos empregos formais para jovens no Rio de Janeiro nos primeiros dois anos.

2. Qualificação Profissional como Política Pública

Parceria com o SENAI, SENAC e instituições técnicas para expandir a oferta de cursos de qualificação gratuitos e conectados à demanda real do mercado de trabalho regional. O programa mapeia as necessidades dos setores produtivos locais e direciona a formação para onde há demanda real de mão de obra.

Diferente de programas genéricos, a proposta exige que cada curso de qualificação tenha um compromisso de parceiros do setor privado em absorver os formandos. Formação sem emprego não é solução — é ilusão.

3. Ambiente Real para o Empreendedorismo

Apoio a legislação que simplifica a abertura de empresas, reduz obrigações burocráticas para MEIs e pequenas empresas no primeiro ano de operação, e cria canais diretos de diálogo entre o Congresso e associações de empreendedores para identificar e remover gargalos regulatórios.

4. Diálogo Produtivo entre Capital e Trabalho

Defesa da negociação coletiva como instrumento central de regulação das relações de trabalho — permitindo que cada setor e empresa encontre soluções adequadas à sua realidade, com respeito aos direitos fundamentais e abertura para flexibilidade negociada.

Como Medir o Sucesso

50k

empregos formais para jovens no RJ em 2 anos

30%

redução no tempo de abertura de empresa

100k

trabalhadores qualificados por parcerias escola-empresa

Referências e Embasamento

As propostas de Washington Sorio são fundamentadas em literatura de gestão de pessoas, economia do trabalho e experiências internacionais bem-sucedidas. Principais referências:

  • Experiência do sistema dual de educação profissional alemão (Berufsausbildung)
  • Relatórios do IBGE sobre mercado de trabalho formal e informal no Brasil
  • Pesquisas do IBRE/FGV sobre empreendedorismo e formalização empresarial
  • Experiências do SENAI e SENAC em programas de qualificação setorial
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