11 PMs denunciados por receber propina semanal para proteger comércios durante o expediente. Um deles preso. Todos afastados e com porte de arma suspenso.
Isso não é desvio individual. É o sinal de um sistema que falhou por anos antes de alguém reagir.
A Operação Patrinus apura desvios no 39º BPM de Belford Roxo desde 2024. O esquema funcionou entre outubro de 2021 e fevereiro de 2024. Mais de dois anos de propina semanal organizada dentro de um batalhão.
O comerciante que pagava não tinha escolha. Ou pagava para ter segurança, ou ficava sem ela.
Isso tem nome: o Estado cobrou duas vezes. Uma no imposto. Outra no envelope.
Quem mora na Baixada Fluminense sabe o que significa depender de uma estrutura que, em vez de proteger, cobra para não abandonar.
O problema não é só o cabo que organizava os pagamentos. É o tempo que esse esquema levou para ser investigado, denunciado e interrompido.
Controle interno que não detecta corrupção sistemática por anos não é controle. É decoração.
Gestão séria exige rastreabilidade de conduta, não só de orçamento. Quando o servidor desvia, o custo vai para quem menos pode pagar.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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