226 vagas para a Saúde. E o edital ainda não saiu. O Governo do Ri…

Washington Sorio

226 vagas para a Saúde. E o edital ainda não saiu.

O Governo do Rio anunciou, em junho de 2026, a abertura de concursos para a Secretaria de Saúde, PM, PGE-RJ e INEA. Mais de 390 vagas no total. A Saúde concentra a maior fatia: 226 postos entre médico, enfermeiro, farmacêutico, psicólogo e assistente social.

O anúncio tem um detalhe que merece atenção: a justificativa oficial é recompor o quadro após um longo período sem concursos nessas carreiras.

Isso não é um dado neutro. É um diagnóstico.

Um estado que passa anos sem repor profissionais de saúde não está apenas com orçamento apertado. Está com um modelo de gestão de pessoas que não funciona. Contrata por indicação onde deveria contratar por critério. Deixa carreiras essenciais defasarem enquanto mantém estruturas que não entregam.

Para quem usa UPA, posto de saúde ou hospital estadual no Rio, a consequência é concreta: fila maior, atendimento mais lento, profissional sobrecarregado.

O concurso é o passo certo. Mas concurso resolve o sintoma, não a causa.

A causa é a ausência de planejamento de força de trabalho. Saber quantos profissionais são necessários, em quais especialidades, em quais regiões, e repor com antecedência, não em regime de emergência.

Isso se chama gestão de pessoas. E é exatamente o que falta na administração pública brasileira há décadas.

Quem entra no serviço público por mérito e critério técnico entrega mais. Quem é contratado por conveniência política ocupa vaga sem preencher função.

A diferença entre os dois modelos não aparece no anúncio. Aparece no hospital.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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