25 servidores da alfândega do Porto do Rio investigados. 17 mil declarações de importação com suspeita de irregularidade. Prejuízo estimado em R$ 500 milhões.
A Operação Mare Liberum, deflagrada em abril de 2026 pela Polícia Federal com apoio do Ministério Público Federal e da Corregedoria da Receita Federal, expôs algo que gestores experientes reconhecem de imediato: corrupção sistemática não acontece por acidente. Ela acontece onde o controle falhou por tempo demais.
As investigações começaram em 2022. Quatro anos de apuração para chegar a 45 mandados de busca e apreensão. Isso significa que o esquema operou por anos dentro de uma estrutura que deveria ser de fiscalização.
O secretário da Receita Federal foi direto: quando o agente deixa de verificar o que está no contêiner, qualquer coisa pode entrar. Armas. Drogas. Mercadorias contrabandeadas.
O brasileiro paga por isso duas vezes. Primeiro no imposto que financia o servidor que corrompeu o cargo. Depois na insegurança gerada pelo que passou sem controle.
Essa é a lógica que precisa mudar. Não com discurso. Com rastreabilidade, responsabilização e gestão que não olha para o lado quando o sinal aparece.
Controle público eficiente não é burocracia. É o que separa o Estado que protege do Estado que permite.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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