43% dos eleitores do Estado do Rio querem um governador independente do presidente. Apenas 28% preferem um nome bolsonarista e 24% um aliado de Lula. Esse dado da Quaest, citado pelo Estado de Minas, não é sobre preferência ideológica. É sobre exaustão com a polarização.
Enquanto a disputa nacional ocupa o palco fluminense, um documento elaborado pela RioAgora. org e entregue a candidatos, reportado pelo O Globo em julho de 2026, listou os três problemas que mais pesam na vida cotidiana do estado: violência, corrupção e vulnerabilidade climática. O plano propõe uma Central de Resultados, maior transparência pública e integração entre políticas de segurança, saúde e mobilidade. Não é agenda de palanque. É agenda de gestão.
O contraste é direto. Quando o debate político se organiza em torno de identidade e confronto, as perguntas concretas ficam sem resposta. Qual é a meta de redução de homicídios? Quem responde quando uma obra de drenagem para? Qual indicador mede se a segurança melhorou ou apenas mudou de forma?
O Rio tem o segundo maior PIB entre os estados brasileiros. Tem crises locais que nenhuma narrativa nacional resolve. E tem um eleitor que, segundo a Quaest, quer pragmatismo, não alinhamento.
Vim do setor privado. Aprendi que problema complexo não se resolve com mais disputa. Resolve-se com quem define a meta, quem executa e quem presta contas.
O que falta no debate não é mais intensidade. É mais especificidade.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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