43% dos eleitores do Estado do Rio querem um governador independente do presidente da República. Apenas 24% querem um aliado de Lula. Apenas 28% querem um nome bolsonarista. Esses números são da pesquisa Genial/Quaest, citada pelo PlatôBR em 2026.
O dado diz algo que o debate político insiste em ignorar: o eleitor fluminense não está pedindo mais polarização. Está pedindo saída dela. Quando quase metade do eleitorado rejeita os dois campos dominantes ao mesmo tempo, não é indecisão. É diagnóstico.
O problema é que o Rio continua sendo tratado como território a conquistar, não como estado a administrar. Cada visita presidencial, cada palanque montado, cada aliança anunciada responde a uma lógica de disputa simbólica. Enquanto isso, as perguntas concretas ficam sem resposta: qual é a meta de tempo de espera no SUS do estado? Quem assina a licitação parada? Qual indicador mede se a segurança melhorou ou apenas mudou de endereço?
Passei mais de 30 anos dentro de organizações aprendendo uma coisa simples: quando a liderança está ocupada demais com disputa interna, quem paga a conta é quem depende da entrega. No setor privado, isso quebra empresa. No setor público, isso quebra serviço, quebra confiança, quebra cidade.
O Rio não tem déficit de palanque. Tem déficit de gestão com meta, prazo e responsável.
Quem entende que administrar não é escolher lado sabe exatamente o que o estado precisa agora.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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