43% dos eleitores do Estado do Rio querem um governador independente do presidente. Esse número já apareceu no debate. O que ainda não apareceu é o que ele revela sobre quem está no comando da agenda.
Quando a eleição estadual vira extensão da disputa nacional, o que perde espaço não é a ideologia. É a gestão. Segurança pública domina o debate, acusações circulam, palanques se multiplicam. E as perguntas concretas ficam sem resposta: qual é a meta de tempo de espera no SUS do Estado do Rio? Quem responde quando uma obra para? Qual indicador mede se a segurança melhorou ou só mudou de forma?
Isso não é abstrato para quem mora no estado. Quando a agenda política gira em torno de identidade e lealdade nacional, o prazo da licitação escorrega. A reforma do hospital fica na promessa. O transporte continua sem meta compartilhada entre União, estado e município. O levantamento do jornal O Dia, publicado em agosto de 2026, aponta que a alta rejeição aos candidatos ao governo do Rio reflete exatamente esse acúmulo: crises político-institucionais, escândalos e desconfiança crônica do eleitor fluminense com quem deveria estar entregando resultado.
Passei mais de 30 anos dentro de organizações aprendendo uma coisa simples: quando o debate interno gira em torno de disputa de território e ninguém está olhando para o indicador, o problema cresce sem que ninguém perceba. Não porque faltou recurso. Porque faltou responsável com meta e prazo.
O eleitor fluminense está pedindo outra coisa. Não é torcida. É entrega.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro. Partido Novo, 3071.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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