600 mil jovens no Estado do Rio de Janeiro, entre 15 e 29 anos, não trabalham nem estudam. São 17,5% da geração, segundo o IBGE.
Esse número tem um nome técnico: jovens “nem-nem”. Mas o que ele revela, na prática, é perda de capital humano em escala industrial. Não é dado abstrato. É o jovem da Baixada que terminou o ensino médio, não encontrou emprego, parou de procurar e ficou em casa.
O paradoxo é que os indicadores nacionais melhoraram. O Coeficiente de Gini do Brasil chegou a 0,506 em 2024, o menor desde 2012, segundo o IBGE. A pobreza recuou. A renda média nas metrópoles atingiu R$ 2.766 per capita domiciliar em 2025, segundo o IBGE. Mas esses números não chegam ao jovem de 22 anos com diploma e sem emprego compatível com o que estudou.
A melhora macro não virou oportunidade concreta para quem está na base. Quando isso acontece, a frustração não é percepção. É dado.
Para o Rio, o custo é duplo. Jovem sem trabalho e sem qualificação é vulnerabilidade social que o crime organizado conhece melhor do que qualquer secretaria. A conexão entre ociosidade forçada e recrutamento por facções não é hipótese. É padrão documentado.
O Estado que não converte crescimento econômico em trajetória para sua juventude não está apenas perdendo produtividade. Está financiando o problema de segurança que depois não consegue resolver.
Passei 30 anos medindo o que separa organização que cresce de organização que desperdiça talento. A diferença nunca foi falta de recurso. Foi falta de método: diagnóstico claro, meta definida, responsabilidade por entrega.
Indicador que não vira política pública com prazo e cobrança é só estatística triste.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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