70% dos brasileiros acreditam que a Copa aproxima pessoas com visões políticas opostas. 9 em cada 10 veem o Mundial como momento de união nacional.
Esses números, do Instituto Locomotiva, divulgados em junho de 2026, revelam algo que o debate político ignora: a polarização não é o estado natural do brasileiro. É o produto de um sistema que substituiu gestão por confronto permanente.
Quando há um resultado concreto para torcer junto, a divisão some. O problema é que resultado concreto no cotidiano, ônibus que chega, hospital que funciona, rua que não alaga, não aparece com a mesma frequência que a briga ideológica.
A população não quer escolher entre dois extremos. Ela quer que o serviço funcione. Quer que a escola do filho esteja aberta. Quer sair de casa e voltar.
A Copa mostra o que é possível quando há um objetivo claro e um prazo real. A questão é por que esse padrão não se aplica à gestão pública.
Eu passei mais de 30 anos dentro de organizações onde o objetivo era simples: entregar resultado. Aprendi que quando a meta é clara e a responsabilidade é de alguém, as pessoas se alinham. Quando não é, o que sobra é disputa.
O Brasil não precisa de menos debate. Precisa de mais gestão.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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