90, 3% dos prédios da UFRJ precisam de recuperação. O custo estimado: R$ 1, 27 bilhão.
Esse número não surgiu do nada. Ele se acumulou ao longo de anos de manutenção adiada, verbas contingenciadas e gestão que priorizou anúncio em vez de conservação.
No mesmo estado, a prefeitura do Rio anunciou R$ 258 milhões em contenção de encostas e drenagem via PAC federal. O governo federal lançou o Firece com até R$ 6, 5 bilhões para infraestrutura climática. A Alerj discute R$ 35 milhões para 20 municípios atingidos por chuvas.
São valores expressivos. O problema não está no volume.
Está no que vem depois do anúncio.
O Rio já passou por ciclos de recursos ampliados antes. Royalties, transferências federais, renegociações de dívida. E quem usa hospital público, escola estadual ou transporte coletivo sabe que o volume de dinheiro que entra nem sempre vira serviço melhor.
Verba anunciada não é obra entregue. Ordem de serviço assinada não é encosta contida.
A diferença entre os dois está na gestão: diagnóstico técnico antes do gasto, cronograma com responsável definido, fiscalização durante a execução e métrica de resultado no final.
Sem isso, R$ 6, 5 bilhões viram R$ 6, 5 bilhões de problema mais caro, esperando para acontecer.
Quem mora em área de risco no Rio não espera por palanque. Espera por obra que sai do papel e não para na metade.
Dinheiro público precisa de destino claro, prazo real e prestação de contas. Esse é o padrão mínimo. Não é exigência nova. É o que qualquer gestão séria deveria fazer.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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