95% dos postos de combustíveis do Estado do Rio de Janeiro estão irregulares junto à Fazenda estadual, segundo reportagem do G1 (julho de 2026).
Esse cenário não é só fiscal. É o retrato de um mercado que opera fora das regras enquanto o Estado acompanha. Quando a irregularidade vira regra, o problema deixa de ser apenas de fiscalização e passa a envolver o modelo de gestão.
O impacto chega direto ao consumidor: posto irregular pode não recolher tributos corretamente, pode ter custos menores por descumprir obrigações legais e pode operar com combustível adulterado. Quem paga a conta é o motorista que abastece sem saber o que está comprando. E o empresário que cumpre a lei não consegue competir em igualdade.
Passei 30 anos em ambientes em que operação fora do padrão tem nome, data e consequência. Por isso, sei diferenciar irregularidade que persiste por falta de fiscalização daquela que persiste porque o sistema não foi desenhado para resolver.
Gestão séria começa com regra clara, custo de descumprimento real e responsabilidade por resultado. Sem isso, o Estado não regula: apenas observa.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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