A Alerj recuou. Sob pressão de investigações, a assembleia desistiu de ampliar o orçamento de emendas parlamentares para R$ 1,5 bilhão.
O recuo é um sinal. Não de consciência. De cálculo.
A proposta existia. Foi desenhada, discutida e avançou até o momento em que o custo político de mantê-la ficou alto demais. Sem pressão externa, ela teria seguido.
Esse é o padrão que mais custa ao cidadão: não a corrupção escandalosa que vira manchete, mas a expansão silenciosa de recursos sem critério, que só para quando alguém olha de perto.
Emenda parlamentar, bem usada, é instrumento legítimo. Mal usada, é orçamento paralelo sem rastreabilidade, sem meta e sem prestação de contas verificável.
O fluminense que paga imposto em dia não sabe quanto desse dinheiro chega como serviço e quanto vira moeda de troca política.
Passei 30 anos em ambientes onde recurso mal alocado tem nome, data e responsável. Aprendi que controle não é burocracia. É a única forma de garantir que o dinheiro chegue onde precisa chegar.
Transparência que depende de investigação para aparecer não é transparência. É ausência de controle.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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