A Câmara de Vereadores do Rio aprovou, em maio de 2026, um limite d…

Washington Sorio

A Câmara de Vereadores do Rio aprovou, em maio de 2026, um limite de 5% para cargos comissionados na Prefeitura. O próprio prefeito assinou o projeto.

Isso merece atenção.

Quando o gestor propõe limitar o próprio poder de nomear livremente, está reconhecendo algo que gestores experientes já sabem: cargo comissionado sem critério vira custo sem retorno. É estrutura que serve ao político, não ao cidadão.

O dado concreto que sustenta a urgência dessa mudança está no estado: o governador em exercício Ricardo Couto já ultrapassou mil exonerações na estrutura estadual, priorizando concursados para cargos de comando. O projeto municipal foi inspirado nesse movimento.

Duas esferas de governo, ao mesmo tempo, reconheceram que a máquina estava inchada.

Para o morador do Rio, isso tem consequência direta. Cada cargo comissionado desnecessário é um salário pago sem entrega mensurável. É recurso que não virou escola funcionando, UPA com médico ou rua asfaltada.

A questão que fica é a execução.

Aprovar o limite é o passo mais fácil. O difícil é medir se os cargos que restaram entregam resultado. Sem métrica de desempenho, o corte vira apenas número menor de nomeados, não necessariamente gestão melhor.

Eu aprendi isso na prática: reduzir estrutura sem definir o que cada posição precisa entregar é reorganização de fachada.

Gestão eficiente não é sobre quantos cargos existem. É sobre o que cada um deles produz.

Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo

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