A CPI do Crime Organizado concluiu seus trabalhos em 14 de abril e apontou que cerca de 4 milhões de pessoas vivem sob controle de facções e milícias na região metropolitana do Rio. É um dado que muita gente ignora.
O que esse número revela vai além da violência: mostra a ausência de Estado onde a vida cotidiana deveria ser garantida. Quando 18% do território fluminense está sob domínio de grupos armados, o morador perde autonomia para circular, para acessar serviços públicos e para exercer a cidadania sem pressão.
Há também um alerta importante feito por especialistas ouvidos pela própria CPI: a queda em alguns indicadores de violência pode estar mascarando a expansão do controle territorial. Conflitos podem diminuir não porque o problema foi resolvido, mas porque a disputa territorial foi “encerrada” pelo domínio.
No dia a dia, isso aparece de forma concreta: celular roubado, ônibus que não passa, escola que fecha cedo, comércio que paga taxa para funcionar. Insegurança não é estatística; é custo de vida.
A CPI recomendou intervenção federal limitada à segurança e cita iniciativas em tramitação no Congresso, como a PEC 18/2025 e o PL Antifacção, além de articulações para integração entre entes federativos.
O que ainda falta é o básico: gestão com responsabilidade por resultado. Não é apenas fazer mais operações, mas medir o que funciona, direcionar recursos para onde há efetividade e cobrar entregas.
Segurança sem métrica vira improviso. E o Rio não pode continuar improvisando.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
A CPI do Crime Organizado concluiu seus trabalhos em 14 de abril e …