A DPU marcou para 25 de agosto de 2026 um debate público sobre a reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro. O foco declarado: gestão, força de trabalho, regulação de leitos, continuidade dos serviços e filas.
Isso é raro. Um órgão de controle cobrando, em audiência formal, que a mudança de modelo se converta em resultado mensurável para o paciente.
O que esse movimento revela não é otimismo. É desconfiança institucional acumulada.
Já conduzi transições em organizações com centenas de pessoas. O que aprendi é que trocar quem opera sem mudar como opera não resolve nada. O problema não some. Ele só muda de endereço.
É exatamente esse risco que a DPU está tentando monitorar. A Portaria GM/MS nº 11.565, publicada em junho de 2026, centralizou a gestão administrativa dos hospitais federais do Andaraí, Bonsucesso e Cardoso Fontes no Departamento de Gestão Hospitalar no Estado do Rio de Janeiro. A medida foi necessária. Mas centralização sem métrica de entrega é só reorganização de organograma.
Para quem usa o SUS, o teste é simples: a fila diminuiu, o médico está no posto e o remédio está na prateleira.
Esse critério não aparece em portaria. Aparece na vida de quem depende do serviço.
Gestão pública de saúde não precisa de mais anúncio. Precisa de responsabilidade clara, meta verificável e prestação de contas quando o processo falha.
Esse não deveria ser um diferencial da administração pública. Deveria ser o seu padrão.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. Partido Novo, 3071.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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