A Fundação Saúde do Estado do Rio reconheceu 33 Termos de Ajustamen…

Washington Sorio

A Fundação Saúde do Estado do Rio reconheceu 33 Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) que somam R$ 15,9 milhões, segundo dados divulgados pela própria Fundação Saúde, após a incorporação emergencial de unidades antes geridas pela OSS IDEAS.

Esse número não é só uma dívida. É o custo visível de uma transição que não foi planejada.

Quando uma organização operadora entra em colapso e o poder público assume às pressas, o que sobra são contratos emergenciais, passivos acumulados e um sistema tentando funcionar enquanto apaga incêndio. Já conduzi processos de transição em organizações com centenas de pessoas. O que aprendi é direto: quem não planeja a saída paga duas vezes. Uma pelo contrato que falhou e outra pela solução de emergência que veio depois.

Para quem usa a rede pública de saúde no Rio, esse custo aparece de forma diferente. Aparece na fila que não anda, no serviço que foi interrompido durante a troca de gestão e no profissional que não sabe a quem reportar enquanto a estrutura se reorganiza. O problema não estava no nome do gestor. Estava na ausência de critério para escolher, monitorar e, quando necessário, substituir quem opera.

Recurso público gasto em TAC emergencial é recurso que não foi para leito, equipamento ou equipe médica.

Gestão pública competente não elimina a possibilidade de falha. Ela reduz o custo quando a falha acontece, porque o plano de contingência já existe antes da crise.

Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
Propaganda eleitoral — CNPJ 68.306.820/0001-40

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