A greve dos rodoviários no Rio entrou no terceiro dia consecutivo sem acordo.
O Tribunal Regional do Trabalho determinou frota mínima de 80% por linha. Multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, aplicada tanto ao sindicato dos trabalhadores quanto ao das empresas.
O trabalhador que acorda às 5h da manhã não quer saber de liminar. Quer saber se o ônibus vai passar.
Essa greve não começou na assembleia de domingo. Começou antes, quando a campanha salarial foi ignorada até chegar ao limite. Quando o contrato de concessão não estabeleceu mecanismos de mediação obrigatória antes da paralisação. Quando a gestão do sistema tratou o conflito como problema trabalhista comum, não como risco operacional de serviço essencial.
Concessão de transporte público exige cláusulas de continuidade, não apenas de penalidade. A multa existe para depois da paralisação. O que faltou foi o instrumento que evita chegar até ela.
Quem paga o preço de uma negociação mal conduzida não é o sindicato nem a operadora. É o passageiro sem alternativa.
Serviço essencial precisa de contrato que antecipe o conflito, não de decisão judicial que tenta conter o estrago depois que ele já aconteceu.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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