A letalidade violenta caiu 10% no Estado do Rio no primeiro semestre de 2026. Na Zona Sudoeste, subiu 61% no mesmo período.
Os dois números são do Instituto de Segurança Pública, citados pelo O Globo em agosto de 2026. Não se contradizem. Revelam algo mais grave: a média estadual está escondendo uma crise territorial específica.
Isso é um problema de gestão, não de estatística.
Quando o indicador agregado melhora e o indicador por território piora, o modelo de resposta está errado. Operação ostensiva redistribuída de forma uniforme não resolve problema concentrado. Resolve o número. Não resolve o bairro.
Para quem mora na Zona Sudoeste, esse dado não é abstrato. É a rua que se evita. É a escola que fecha mais cedo. É o comércio que paga para funcionar.
O Fogo Cruzado registrou pelo menos 1.000 pessoas baleadas na Região Metropolitana até 12 de agosto de 2026. Dessas, 509 foram atingidas durante operações policiais, segundo levantamento repercutido pela imprensa.
Mais da metade.
Isso não é argumento contra quem opera. É argumento por um modelo que evolua.
Presença policial sem inteligência territorial é custo sem resultado. Resultado de verdade exige dado por bairro, meta por área, responsabilidade por entrega, e integração entre Estado, municípios e União.
Tenho mais de 30 anos gerindo operações complexas. Aprendi que quando o processo gera dano colateral crescente, o processo precisa ser revisado, não apenas repetido.
Segurança pública que mede só a média não está gerindo. Está administrando a narrativa.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro | Partido Novo 3071
Washington Sorio
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