A letalidade violenta na Zona Sudoeste do Estado do Rio subiu 61% em relação a 2025, segundo o O Globo de agosto de 2026. No mesmo período, o estado como um todo registrou 301 mortes violentas em julho de 2026, contra 240 no mesmo mês do ano anterior, conforme o Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).
Esse contraste entre médias estaduais e territórios específicos é exatamente o tipo de dado que gestão ruim aprende a esconder. Quando o número geral parece controlado, mas uma região específica explode 61%, o problema não é estatístico. É de foco. A operação policial responde ao episódio, não ao padrão. E o padrão continua.
Para quem mora na Zona Sudoeste, isso não é abstrato. É a escola que fecha mais cedo. É o trajeto que muda. É o comércio que paga para funcionar. A violência concentrada em territórios disputados por facções e milícias tem custo econômico e social direto, e ele não aparece nos comunicados oficiais.
Trabalhei mais de 30 anos gerindo operações em ambientes de pressão real. Aprendi que problema concentrado geograficamente exige resposta cirúrgica, com inteligência, dados integrados e meta clara de resultado. Operação sem métrica de ocupação duradoura não resolve. Desloca o problema por algumas semanas.
Segurança pública que mede só a média estadual não está gerindo o território. Está administrando a narrativa.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Estado do Rio de Janeiro, Partido NOVO, 3071.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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