A maioria dos brasileiros não sente incômodo em conviver com quem pensa diferente politicamente. Esse dado é da pesquisa A Cara da Democracia, publicada em agosto de 2026, e contradiz o que o debate eleitoral parece sugerir.
A polarização que domina os palanques não reflete o que a população de fato sente no cotidiano. O eleitorado está mais tolerante do que os candidatos assumem. O que está cansado não é de conviver com o diferente. Está cansado de ver o debate político girar em torno de lealdades nacionais enquanto problemas locais ficam sem resposta.
No Estado do Rio, isso aparece com clareza. A pesquisa Genial/Quaest, repercutida em veículos de imprensa, mostrou que 43% dos eleitores fluminenses preferem um governador independente do presidente da República. Menos de um quarto quer um nome alinhado a Lula. Menos de um terço quer um nome bolsonarista. O eleitor está pedindo outra coisa: entrega, não torcida.
O problema é que o sistema político responde ao sinal errado. Quando a disputa se organiza em torno de identidade e lealdade nacional, as perguntas que ficam sem resposta são concretas. Qual é a meta de tempo de resposta em segurança pública no Rio? Quem assina a licitação parada? Qual indicador mede se o serviço de saúde melhorou ou só mudou de nome?
Tolerância não é apatia. É um sinal de que o eleitor está mais maduro do que o debate que lhe é oferecido.
Quem entende gestão sabe que resultado não depende de qual time você torce. Depende de meta, prazo e responsável. Esse é o tipo de mandato que faz diferença.
Washington Sorio, candidato a Deputado Federal pelo Rio de Janeiro. Partido Novo, 3071.
Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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