A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, em julho de 2026, a terceira fase da Operação VAR, que apura manipulação de resultados e lavagem de dinheiro no Campeonato Carioca.
As investigações começaram em 2024, após denúncia formal da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), que apontou irregularidades em partidas. Em julho de 2026, a Decon cumpriu mandados de busca e apreensão em Bangu e conduziu um zagueiro para prestar esclarecimentos na Decon. Um segundo investigado ainda não foi localizado.
O que esse caso revela não é apenas um esquema esportivo. É a estrutura por trás dele: benefício a terceiros, ocultação de origem de recursos e divisão de funções, com continuidade operacional.
Para o torcedor, o custo é simbólico e financeiro ao mesmo tempo. O ingresso foi pago. O resultado foi negociado antes do apito. E o dinheiro que circulou nesse esquema não passou por controle formal.
O ponto central aqui é o tempo: a denúncia da Ferj chegou em 2024, e a terceira fase da operação ocorreu em 2026. Isso sugere que o esquema teve espaço para operar e se consolidar, exigindo múltiplas fases de investigação para ser desmontado.
Operações policiais que chegam tarde não indicam falha de investigadores. Indicam que mecanismos de detecção precoce, rastreamento financeiro e responsabilização ágil precisam funcionar melhor.
Combater desvio, seja no esporte ou no orçamento público, exige método, não só reação.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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