A Prefeitura do Rio lançou, em maio de 2026, uma linha de ônibus que não aceita dinheiro em espécie. São 25 veículos novos, com ar-condicionado, tecnologia embarcada e operação 24 horas.
O ponto não é o ônibus. É o que ele revela sobre o que a gestão pública pode entregar quando define padrão e cobra execução.
A linha 634 atende Ilha do Governador, Manguinhos e São Cristóvão, áreas que convivem com infraestrutura precária há décadas. Colocar frota nova com tecnologia embarcada nesse trajeto não é detalhe operacional. É escolha de gestão.
O problema é que essa escolha ainda é exceção, não regra.
O trabalhador que pega ônibus às 5h da manhã na Zona Norte não quer discurso sobre modernização. Ele quer saber se o ônibus vai passar, se vai chegar no horário e se vai custar o que cabe no bolso.
Quando a gestão entrega isso, o resultado aparece sem precisar de campanha.
Quando não entrega, nenhuma comunicação resolve.
A questão que fica é simples: se é possível fazer isso em uma linha, por que não é padrão em todas?
Gestão eficiente não é projeto piloto. É escala.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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