A SuperVia encerrou as operações no Rio em maio de 2026, após quase 30 anos concessionando os trens metropolitanos.
Não foi surpresa para quem acompanhou o histórico. Foi o desfecho previsível de um modelo que nunca exigiu entrega real.
Concessão sem meta verificável não é concessão. É terceirização do problema.
O trabalhador que dependia do trem para chegar ao emprego não perdeu um serviço ruim. Perdeu o único serviço disponível no trajeto.
Isso tem custo concreto: mais tempo no ônibus, mais dinheiro em transporte e menos renda disponível no fim do mês.
Eu já conduzi processos de transição em empresas com centenas de pessoas. Sei o que acontece quando o contrato termina sem plano de continuidade: quem paga a conta não é quem assinou o contrato.
O problema não é privatizar ou estatizar. O problema é contratar sem definir o que será entregue e sem mecanismo real de cobrança.
Gestão séria começa antes da assinatura, não depois do colapso.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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