A Supervia encerrou sua concessão em março de 2026 com um sistema em frangalhos. Lotação crônica. Vandalismo sistemático.
Relatos de tráfico dentro dos trens. Isso não surgiu do nada. Foi construído ao longo de anos de contratos mal estruturados, fiscalização fraca e nenhuma responsabilidade real sobre o resultado.
O Metrô da Gávea é outro exemplo. A obra parou. Alagou.
Só agora, após remover a água acumulada, o estado retomou as detonações para concluir uma estação que deveria ter sido entregue há muito tempo. Dois sistemas. Dois contratos.
O mesmo padrão de gestão. Quando uma concessão é desenhada sem métricas claras de desempenho e sem punição real pelo descumprimento, o operador privado não tem incentivo para entregar. E o poder público não tem ferramenta para exigir.
O resultado quem paga é o trabalhador que acorda às 5h e enfrenta um trem superlotado para chegar ao emprego. Não é falta de dinheiro. O Rio tem histórico de contratos bilionários em transporte.
É falta de gestão do contrato. A nova concessão da Supervia é uma oportunidade real. Mas oportunidade sem estrutura de governança vira repetição do mesmo ciclo.
Eu passei anos estruturando contratos, definindo indicadores e cobrando resultado de operações complexas. Aprendi que concessão bem feita começa antes da assinatura, não depois do problema. O Rio precisa de quem saiba o que perguntar antes de assinar.
Não de quem explique o fracasso depois.
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