Burocracia não protege ninguém. Ela apenas atrasa quem produz.
Existe uma crença enraizada de que exigir mais documentos, mais licenças e mais etapas é sinônimo de controle responsável. Não é. Na maioria das vezes, o Estado transfere para o empreendedor o custo da própria desorganização interna.
Segundo dados do Sebrae, micro e pequenas empresas representam 98,5% dos estabelecimentos brasileiros e respondem por cerca de 54% da renda gerada com o trabalho. São esses negócios que enfrentam filas, formulários redundantes e prazos que não respeitam a realidade de quem tem pouco capital e muito risco. Algumas gestões tratam isso como detalhe administrativo. Para quem está do outro lado, é a diferença entre abrir ou desistir.
O problema não é a exigência em si. É a exigência sem propósito claro, sem prazo definido e sem responsável pela entrega. Quando o processo existe para proteger o processo, e não para proteger o cidadão, o resultado é previsível: menos negócios formais, menos empregos registrados, menos arrecadação e mais informalidade.
Simplificar não é abrir mão de critério. É ter critério suficiente para saber o que pode ser eliminado sem custo real para a sociedade.
Um Estado que respeita quem produz começa por não desperdiçar o tempo de quem produz.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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