Dois helicópteros colidiram no ar sobre o Recreio dos Bandeirantes em 14 de junho de 2026, com seis mortes.
A FAB investiga. A ANAC já havia autuado o dono de uma das aeronaves em 2025.
Esse detalhe não muda o luto. Mas muda a pergunta que precisa ser feita.
O Brasil tem o maior volume de processos judiciais contra companhias aéreas do mundo, um dado que afasta operadores e reduz concorrência. Ao mesmo tempo, o orçamento da ANAC sofreu cortes superiores a 40% nos últimos dez anos.
Um órgão regulador com menos recurso fiscaliza menos. Fiscaliza menos, detecta menos. Detecta menos, corrige menos.
Quem paga essa conta não é a agência. É quem está na aeronave.
Autuação registrada em 2025 e operação continuando em 2026 é um sinal de que o ciclo de fiscalização não fechou. Pode ser falha de processo, de capacidade operacional ou de priorização. A investigação vai dizer.
O padrão é conhecido: no Brasil, o controle existe no papel antes de existir na prática.
Regulação séria não é burocracia. É o que garante que um registro de irregularidade vire ação antes do acidente, não depois.
Gestão não é o que está no sistema. É o que acontece entre o alerta e a resposta.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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