Em 1º de julho de 2026, uma operação conjunta do MPRJ e da Corregedoria da Polícia Militar, em Queimados (Baixada Fluminense), resultou em 21 pessoas denunciadas por integrar uma milícia, com 20 prisões preventivas decretadas e 9 mandados cumpridos até o encerramento da operação.
A denúncia formal foi aceita pela Justiça. Cinco alvos já estavam presos e os outros quinze mandados foram cumpridos em Nova Iguaçu e Queimados.
O caso revela algo mais do que uma operação: expõe o padrão de como milícias se instalam no território, com extorsão sistemática e controle sobre quem pode circular, comerciar e existir naquele espaço. Nessa lógica, o morador não paga “porque quer”; paga porque não há alternativa.
Há custo direto: o comerciante que paga taxa para funcionar não cresce; o trabalhador do bairro não está seguro; e o contribuinte financia investigações que levam anos para produzir resultado.
Operações como essa são necessárias, mas não podem virar apenas gestão de aparência. O que falta não é coragem para prender: é estrutura para medir o que funciona, responsabilizar quem falha e impedir a reocupação do território meses depois.
Segurança pública sem métrica não tem direção.
Partido Novo | Rio de Janeiro
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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