Em abril de 2026, o fundo soberano do Rio, formado por royalties do petróleo, teve R$ 730 milhões bloqueados após aprovação em regime acelerado no último dia de uma gestão.
O dinheiro era destinado a obras de pavimentação em 16 municípios. Recursos criados para saúde, educação e infraestrutura estruturante foram redirecionados para asfalto na virada de mandato.
Isso não é exceção. É o padrão.
Quem vive em Petrópolis ou Volta Redonda, cidades que ainda se recuperam das chuvas do início de 2026, não esperava por disputa política. Esperava por encosta contida e rua transitável.
O problema não é o bloqueio nem a liberação. É que os dois movimentos acontecem sem critério técnico público, sem fila transparente e sem meta de resultado.
Quando a gestão não tem regra clara, o recurso vira moeda de troca. E quem paga essa conta é o cidadão que depende da obra.
Eu já conduzi processos de reestruturação com centenas de pessoas e orçamentos reais em jogo. Aprendi uma coisa cedo: quando não há critério, a decisão sempre favorece quem está no comando, não quem precisa do resultado.
Gestão pública séria não começa do zero a cada troca de comando. Ela tem regra, rastreabilidade e prestação de contas.
Isso não é exigência alta. É o mínimo.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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