Em fevereiro de 2026, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego da série histórica. No mesmo mês, 34, 3% dos trabalhadores projetavam piora na sua situação.
Esses dois números coexistem. E essa coexistência é o diagnóstico que o discurso oficial prefere não fazer.
Ocupação recorde não significa segurança. Significa que mais gente está trabalhando sem carteira, sem proteção e sem perspectiva.
A fiscalização do trabalho caiu 34, 1% entre 2012 e 2024. A chance de um estabelecimento ser fiscalizado passou de 11, 3% para 3, 8%. Quando o Estado recua da fiscalização, quem paga a conta é o trabalhador.
O resultado aparece no dia a dia: sem carteira assinada, sem acesso a direitos básicos, com salário médio de admissão 1, 8% menor em janeiro de 2026 do que em janeiro de 2020. A vaga existe. A dignidade, nem sempre.
Isso não é paradoxo estatístico. É o retrato de décadas de gestão focada em indicador de vitrine, não em qualidade de entrega.
Passei mais de 30 anos gerindo pessoas e processos. Aprendi que dado sem interpretação não serve para decisão. Serve para discurso.
O Brasil precisa de gestores que leiam o dado certo. Não o conveniente. O verdadeiro.
Não é sobre celebrar o número. É sobre perguntar o que chegou na vida de quem trabalha.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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Em fevereiro de 2026, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego…