Em março de 2026, a FGV IBRE registrou a menor taxa de desemprego da série histórica. No mesmo levantamento, também houve recorde de informalidade: 34,3% dos trabalhadores projetam piora futura.
Os dois números coexistem. Não é paradoxo. É diagnóstico.
Mais vagas não significa mais segurança. Quando a fiscalização do trabalho caiu 34,1% entre 2012 e 2024, reduzindo a cobertura por estabelecimento de 11,3% para 3,8%, o que cresceu foi a precariedade, não a prosperidade.
O trabalhador que você conhece sente isso no dia a dia: sem carteira assinada, sem estabilidade e com menos acesso a direitos básicos. A estatística oficial diz que ele está empregado. A vida dele diz outra coisa.
Essa distância entre o número e a realidade não é acidente. É resultado de décadas de gestão focada em indicadores de vitrine, e não em qualidade de entrega.
Quando o Estado reduz a fiscalização, quem paga a conta é o trabalhador.
Passei mais de 30 anos gerindo pessoas. Aprendi que resultado real não aparece no headline. Aparece na vida de quem depende daquilo que você entregou. É com esse critério que avalio políticas públicas. E é com esse critério que pretendo atuar.