Experiência virou critério de eliminação em muitos processos seletivos.
Não aparece escrito assim. Mas aparece no resultado: o profissional com três décadas de histórico real fica de fora, e entra alguém com vocabulário atualizado e ideias que ainda não foram testadas por nada.
Chamam isso de renovação.
Na maioria das vezes, é etarismo com linguagem de RH.
O problema não é contratar jovens. O problema é tratar maturidade como obsolescência.
Quem já errou, corrigiu e entregou dentro do prazo carrega algo que nenhum curso forma: julgamento calibrado pela realidade.
Algumas organizações confundem energia com direção. São coisas diferentes.
Energia sem direção produz movimento. Direção com experiência produz resultado.
E quando esse raciocínio migra para a gestão pública, o custo sobe. Quem assume o lugar de quem já viu o problema de perto tende a repetir os erros com mais entusiasmo e menos consciência do que aquilo custa.
O Brasil convive com escassez real de mão de obra qualificada. Descartar quem já tem essa qualificação formada não é renovação. É desperdício.
Inovação não tem idade máxima. Tem exigência mínima: conhecer o terreno antes de redesenhá-lo.
Quem nunca pisou na armadilha não sabe onde ela está.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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