Experiência virou palavra proibida em muitos processos seletivos.
Não de forma explícita. Ninguém escreve isso no anúncio de vaga. Mas aparece na prática: o profissional com 25 anos de histórico real fica de fora, e entra alguém com vocabulário novo e portfólio de ideias que ainda não foram testadas por nada.
Chamam isso de renovação. Na maioria das vezes, é só etarismo com linguagem de RH.
O problema não é contratar jovens. O problema é descartar maturidade como se fosse obsolescência.
Quem já errou, corrigiu e entregou dentro de prazo carrega algo que nenhum curso forma: julgamento calibrado pela realidade.
Algumas organizações confundem energia com direção. São coisas diferentes. Energia sem direção produz movimento. Direção com experiência produz resultado.
Eu comecei a trabalhar com gestão de pessoas aos 19 anos. Trinta anos depois, o que mudou não foi a capacidade de inovar. Foi a precisão com que identifico o que vale a pena mudar e o que precisa ser preservado.
Isso não é nostalgia. É discernimento.
O mesmo raciocínio vale para a gestão pública. Quando se descarta quem já viu o problema de perto, quem assume o lugar tende a repetir os erros com mais entusiasmo e menos consciência do custo.
Inovação não tem idade máxima. Tem exigência mínima: conhecer o terreno antes de redesenhá-lo.
Quem nunca pisou na armadilha não sabe onde ela está.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30