Formamos jovens para empregos que o mercado não oferece. E culpamos…

Washington Sorio

Formamos jovens para empregos que o mercado não oferece. E culpamos os jovens por não encontrarem trabalho.

O problema não está na geração. Está no desenho do sistema.

A distância entre o que a escola entrega e o que a empresa precisa não é pequena. Ela é estrutural. Algumas políticas educacionais ainda tratam qualificação como etapa burocrática, não como resultado mensurável. O jovem conclui o ciclo, recebe o certificado e chega ao mercado sem o que a empresa de fato exige.

O Valor Econômico noticiou em agosto de 2024 que a escassez de mão de obra qualificada pressiona o setor industrial brasileiro. Não é falta de gente. É falta de preparo direcionado. Empresas contratam e precisam qualificar do zero, porque o sistema não fez essa parte.

Isso tem custo duplo. Para a empresa, que absorve o que deveria ter sido feito antes. Para o jovem, que perde anos em formação que não conecta com nenhuma oportunidade real.

Algumas gestões tratam educação profissional como política social. Ela é, antes de tudo, política econômica. Quando um jovem sai preparado para uma vaga que existe, ele não precisa de assistência. Ele produz.

O desperdício de potencial humano não aparece em nenhum indicador. Mas está embutido em toda estatística de informalidade, de desemprego jovem e de baixa produtividade.

Juventude sem perspectiva não é problema de geração. É falha de gestão.

Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30

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