Gestão pública não falha por falta de recursos. Falha por falta de responsabilidade sobre o resultado.
Isso é difícil de aceitar porque inverte a narrativa mais confortável.
A narrativa de que falta dinheiro.
De que o problema é externo.
De que a solução está em mais repasse, mais verba, mais tempo.
Mas qualquer gestor que já operou sob pressão sabe: recurso sem direção é desperdício organizado.
Algumas gestões públicas recebem orçamentos bilionários e entregam serviços que envergonham.
Outras, com menos, constroem o que funciona.
A diferença não está no caixa.
Está em quem decide, como decide e se alguém responde pelo que foi decidido.
O problema real é que o sistema atual foi desenhado para diluir responsabilidade.
Quando tudo é de todos, nada é de ninguém.
E quando ninguém responde, o desperdício vira rotina.
Eu passei mais de 30 anos tomando decisões que tinham nome e sobrenome.
Decisões que afetavam pessoas reais, famílias reais, empregos reais.
Nesse ambiente, não existe o luxo de culpar o contexto.
Você entrega ou não entrega.
O Brasil não precisa de gestores que explicam por que não funcionou.
Precisa de gestores que sabem o que fazer para funcionar.
Responsabilidade sem consequência não é gestão. É teatro.
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