Honestidade não é diferencial competitivo. É requisito mínimo.
Quando uma gestão apresenta transparência como conquista, algo já está errado na régua. Transparência não é prêmio de fim de mandato. É ponto de partida. Tratar o básico como mérito revela o quanto o básico virou exceção.
Algumas gestões aprenderam a comunicar intenção com a mesma energia que deveriam comunicar resultado. O anúncio vira entrega. A promessa vira legado. E o cidadão, sem acesso a indicadores verificáveis, não tem como distinguir um do outro.
O problema não é ausência de pessoas honestas na política. É a ausência de estruturas que tornem a desonestidade cara. Onde não há registro, prazo e consequência, o comportamento correto depende de virtude individual. E virtude individual não escala.
Credibilidade não se recupera com discurso sobre ética. Se recupera quando o processo não deixa espaço para impunidade silenciosa.
Caráter é necessário. Não é suficiente. O que sustenta uma instituição não é a intenção de quem está dentro. É o protocolo que funciona mesmo quando a intenção falha.
Washington Sorio #WashingtonSorio
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