Honestidade não é virtude política. É requisito mínimo de função. …

Washington Sorio

Honestidade não é virtude política. É requisito mínimo de função.

Existe uma confusão que se instalou no debate público e que custa caro a quem depende de gestão séria. Quando um gestor ou representante age com integridade, isso vira notícia, vira elogio, vira diferencial de campanha. Como se honrar o mandato fosse algo acima do esperado, e não exatamente o que foi contratado.

Algumas gestões aprenderam a usar a ética como marketing. Anunciam transparência como conquista. Celebram a ausência de escândalo como entrega. O problema é que, quando o piso vira teto, o padrão de exigência desaba junto.

O cidadão que paga imposto não está pedindo um favor quando exige que o dinheiro público seja usado com responsabilidade. Está exercendo um direito elementar. Tratar isso como generosidade do gestor é, em si, uma forma de distorção.

Credibilidade não se recupera com discurso. Se reconstrói com consistência, com registro e com consequência quando o padrão é violado.

Ética não é o diferencial. É o ponto de partida.

Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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