Jovens entre 21 e 34 anos estão se afastando da política justamente no momento em que mais precisariam influenciá-la.
Um estudo qualitativo publicado pela Agência Brasil identificou que a intermediação das redes sociais na relação desses jovens com a política produz três efeitos concretos: isolamento, personificação e polarização. Não é opinião. É dado coletado em metrópoles brasileiras de diferentes regiões.
O mecanismo é simples de entender. Quando a política chega filtrada por algoritmo, o jovem não vê proposta. Vê personagem. Não avalia entrega. Avalia posição de time. E quando o debate se reduz a isso, a capacidade de cobrar resultado desaparece.
Para quem mora no Rio, o custo é direto. O eleitor que não consegue avaliar gestão não consegue distinguir quem entrega de quem apenas fala. E aí qualquer promessa vale o mesmo que qualquer outra, o que é exatamente o ambiente onde o discurso vazio prospera.
O problema não está nas redes em si. Está no que elas substituíram: o contato com dado concreto, com meta verificável, com histórico de execução. Quando esses elementos saem do debate, sobra só ruído.
Gestão pública não se avalia por intensidade de convicção. Se avalia por resultado mensurável. Quem entendeu isso não precisa de polarização para se sustentar.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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