Juliano Rezende Lima tinha 29 anos. Ele estava dentro de um carro parado em frente a uma lanchonete em Magé, na Baixada Fluminense, quando três homens desceram de outro veículo e atiraram.
Ele foi atingido na cabeça, ficou internado por dias e, em junho de 2026, a morte cerebral foi confirmada.
A família decidiu doar os órgãos.
Não havia operação em curso. Não havia confronto. Era uma lanchonete, um carro parado, um domingo à noite.
O padrão que esse caso representa não é novo para quem mora na Baixada Fluminense. A violência letal não se concentra apenas em territórios de disputa aberta. Ela alcança quem está parado, quem está esperando, quem não tem nada a ver com o que acontece ao redor.
O Brasil registra mais de 40 mil homicídios por ano. Esse número não é abstrato: cada um representa uma família que acorda diferente no dia seguinte.
A decisão de Juliano de, mesmo assim, deixar algo por meio da doação de órgãos diz mais sobre quem ele era do que qualquer nota oficial dirá sobre o que falhou.
Gestão pública séria não começa na resposta ao crime. Começa antes: na inteligência que mapeia padrões, na presença que inibe e no dado que antecipa. Quando a reação é o único instrumento disponível, quem paga o preço é quem estava parado em frente a uma lanchonete.
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Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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