Movimentação acima de R$ 500 mil em jogos clandestinos. Uso de laranjas para ocultar a origem. E uma estrutura que continuou operando após a morte do chefe, com nova liderança assumindo o comando.
A prisão de Monalliza Neves Escafura, em maio de 2026, não é só um caso policial. É um raio-x de como o crime organizado se organiza como empresa.
Segundo a denúncia do GAECO/MPRJ, após a morte de José Caruzzo Escafura, o Piruinha, em janeiro de 2025, a filha assumiu o controle operacional e financeiro de parte dos pontos clandestinos do clã: jogo do bicho, caça-níqueis e ocultação de recursos. Uma estrutura com divisão de funções, hierarquia e continuidade.
Isso tem implicação direta para quem mora no Rio.
Essas operações não existem no vácuo. Elas ocupam território, estabelecem regras paralelas e drenam recursos que poderiam circular na economia formal. O comerciante que paga para funcionar, o trabalhador que convive com a estrutura no bairro e o contribuinte que financia investigações que levam anos para produzir resultado.
O custo não é abstrato. É cotidiano.
O que chama atenção aqui não é a prisão em si. É o tempo: as investigações apontam uma estrutura que operou, se reorganizou e continuou após a morte do fundador. Isso exige mais do que operações pontuais.
Exige controle financeiro rastreável, responsabilização de quem facilita a lavagem e métricas que mostrem se o Estado está avançando ou apenas reagindo.
Combater crime organizado sem medir resultado é só gestão de aparência.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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