Nenhuma cidade do Rio entre as 200 melhores em qualidade de vida do Brasil. Esse dado já foi publicado aqui.
O que ainda não foi dito: a distância entre o melhor e o pior município fluminense é de 16 pontos no IPS 2026. Resende, 67,54. São Francisco do Itabapoana, 51,61. Dentro do mesmo estado.
Essa diferença não é geográfica. É de gestão.
Passei 30 anos em ambientes onde indicadores ruins têm causa identificável. Quando dois pontos do mesmo sistema entregam resultados tão distantes, o problema raramente é falta de recurso. É falta de método, de critério e de cobrança por resultado.
O IPS mede saneamento, moradia, segurança pessoal e acesso ao conhecimento básico. São os mesmos serviços que o poder público já financia. O dinheiro existe. A entrega não chega.
Para quem mora no Norte Fluminense ou na Baixada, isso não é abstrato. É o posto de saúde que não atende, a escola sem estrutura, a rua sem saneamento. É a sensação de que o estado avança em algum lugar, mas não onde você vive.
O Rio não pode ser gerido com uma régua para a capital e outra para o interior.
Gestão séria começa por medir o que é real, publicar o que foi medido e cobrar entrega em cada ponto do mapa.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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