O Brasil não tem apenas um problema de capacidade. Tem um problema de sequência.
Em muitos casos, a ordem se repete:
◾ a tragédia acontece;
◾ a investigação começa;
◾ o relatório é concluído;
◾ a indenização demora;
◾ a reconstrução se arrasta.
Quando tudo termina, outro problema semelhante já ocupa o noticiário.
Não é porque faltem pessoas competentes.
É porque ainda investimos muito mais em reagir às crises do que em impedir que elas aconteçam.
O maior custo desse modelo quase nunca aparece nos balanços públicos.
Ele está no tratamento que começou tarde, na empresa que não reabriu, no trabalhador que perdeu o emprego, na família que reorganizou a vida em torno de uma espera que poderia ter sido evitada.
Prevenir exige algo que costuma receber menos atenção do que deveria:
✔ informação de qualidade;
✔ gestão de riscos;
✔ responsabilidades claramente definidas;
✔ monitoramento permanente.
Exige decidir antes que a emergência obrigue alguém a decidir depois.
Na gestão, existe uma diferença fundamental entre controlar um problema e apenas administrar suas consequências.
Organizações maduras aprendem com os erros.
Organizações excelentes aprendem a impedir que eles aconteçam novamente.
O setor público também deveria ser avaliado por essa lógica.
Uma política pública não deveria ser considerada bem-sucedida apenas pelo que conseguiu resolver.
Ela também deveria ser medida pelos problemas que conseguiu evitar.
Porque governar não é apenas responder ao que aconteceu.
É reduzir a probabilidade de que aconteça outra vez.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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