O Brasil não tem apenas um problema de dinheiro. Tem um problema de tempo.
Quando alguém espera meses por uma consulta especializada no SUS, esse custo não aparece em nenhum relatório fiscal.
Mas ele existe: é o diagnóstico que chega tarde, é o trabalho que não pode ser retomado, é a família que reorganiza a própria vida em torno de uma fila que não avança.
O mesmo acontece com quem permanece meses procurando uma oportunidade de trabalho.
O orçamento público não registra a renda que deixou de ser gerada, a experiência profissional interrompida ou as contribuições que deixaram de ser feitas.
Esses impactos continuam existindo, mesmo quando não aparecem nas estatísticas mais visíveis.
Muitas vezes, a gestão pública mede com precisão aquilo que é mais fácil contabilizar: recursos aplicados, benefícios concedidos ou obras entregues.
Mas há custos que não cabem em uma planilha.
Eles aparecem na rotina de quem espera, adia projetos e convive diariamente com a falta de acesso a serviços essenciais.
O maior custo nem sempre é o que pesa nas contas públicas.
Muitas vezes, é o tempo perdido pelas pessoas.
Gestão séria começa por medir aquilo que realmente afeta a vida da população.
Porque o que não é medido dificilmente se torna prioridade.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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