O Brasil não tem falta de dados. Tem excesso de dados que medem as coisas erradas.
Existe uma diferença entre medir o que é fácil de medir e medir o que importa. O sistema atual escolheu o primeiro caminho. Mede vagas abertas, não qualidade do emprego. Mede leitos hospitalares, não tempo de espera real. Mede orçamento executado, não resultado entregue.
O custo da burocracia que impede um pai de conseguir um medicamento não aparece em nenhum relatório oficial. As horas que um trabalhador perde no transporte ao longo de um ano não entram no cálculo de produtividade nacional. O custo de manter um jovem desempregado, comparado ao custo de qualificá-lo, raramente é apresentado lado a lado por quem decide onde alocar recurso público.
Algumas gestões aprenderam a otimizar o indicador, não a vida de quem depende do serviço. Quando o critério de sucesso é o número no painel, o painel fica verde enquanto a fila cresce.
Isso não é incompetência isolada. É uma escolha de arquitetura. Sistemas que não cobram resultado por entrega real tendem a produzir exatamente isso: relatórios bem formatados e problemas sem solução.
O problema não é invisível. Apenas ninguém decidiu medi-lo da forma certa.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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