O Consad 2026, em maio de 2026, reuniu gestores públicos de todo o país com um diagnóstico que poucos admitiram em voz alta: digitalizar formulário não é modernizar o Estado.
Isso parece óbvio. Mas não é o que acontece na prática.
A maioria das iniciativas de governo digital no Brasil ainda replica o processo burocrático antigo, só que em tela. Troca o papel pelo PDF. Mantém a fila, muda o canal.
O debate que ganhou força em 2026 é diferente: redesenhar o serviço do zero, pensando no cidadão que precisa resolver um problema, não no servidor que precisa preencher um campo.
A diferença parece técnica. O impacto é concreto.
O trabalhador da Zona Norte que sai às 5h para chegar a um posto de saúde, espera três horas e volta sem atendimento, não tem problema de tecnologia. Tem problema de processo. A digitalização mal feita não resolve isso. Só muda onde ele espera.
E há um risco que o debate ainda subestima: quanto mais o Estado digitaliza sem segurança cibernética adequada, mais dados do cidadão ficam expostos. Vazamento de CPF, histórico de saúde, endereço. Não é hipótese. Já aconteceu.
Modernizar o Estado exige três coisas ao mesmo tempo: redesenho real do serviço, proteção robusta dos dados e indicadores que meçam entrega, não intenção.
Passei 30 anos em ambientes onde processo mal desenhado custa caro e dado errado custa mais. Aprendi que tecnologia sem método é só custo com interface nova.
Gestão pública eficiente não é sobre ter o sistema mais moderno. É sobre saber exatamente o que o sistema precisa entregar, para quem e até quando.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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