O debate eleitoral de 2026 no Rio colocou em pauta algo que raramente aparece com essa clareza: a nomeação política de diretores de hospitais públicos como causa direta de falha na entrega de saúde.
A Firjan e o Grupo Bandeirantes trouxeram esse ponto ao centro do debate sobre saúde no estado, em seminário realizado em julho de 2026. O argumento é direto: quando o critério de escolha de um gestor hospitalar é político e não técnico, o hospital passa a servir a quem o nomeou, não a quem o utiliza.
Isso tem consequência concreta para quem depende do SUS. Fila mais longa. Leito mal gerido. Profissional desmotivado. Recurso aplicado sem critério clínico. O problema não começa na sala de espera. Começa na sala de nomeação.
Passei 30 anos gerindo operações complexas, com centenas de pessoas, em cenários de pressão real. O que separa uma estrutura que funciona de uma que apenas existe não é intenção nem orçamento. É responsabilidade certa no lugar certo, com meta definida e cobrança por entrega.
Saúde pública não é diferente de qualquer outra operação de alta complexidade. Quem escolhe o gestor pelo critério errado já escolheu o resultado errado.
Washington Sorio
Candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo #AndreMarinho #Zema #NOVO30
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