O DER-RJ estima orçamento de R$ 718 milhões para 2026, mas enfrenta…

Washington Sorio

O DER-RJ estima orçamento de R$ 718 milhões para 2026, mas enfrenta falta de liquidez para iniciar obras de manutenção e recuperação viária.

Isso não é contradição contábil. É o retrato de uma gestão que não conecta planejamento com execução.

Em junho de 2026, o governo federal formalizou R$ 860 milhões em obras de drenagem, saneamento e urbanização no Rio de Janeiro, incluindo PAC Jardim Maravilha e PAC Maré (fontes: O Dia e Poder360). Nesse mesmo contexto, o estado discute pedir crédito suplementar porque não tem caixa para começar intervenções básicas na malha viária.

Dois movimentos simultâneos: um entra com verba federal; o outro não consegue executar o que já tem no orçamento.

Quem paga essa conta é o motorista que fura o pneu na estrada estadual. É o morador da Zona Oeste que espera obra de drenagem que não sai do papel. É a família que vive em área de risco e ouve anúncio atrás de anúncio sem ver encosta contida.

Verba federal não se transforma em obra sozinha. Ela precisa de contrapartida, capacidade técnica de execução e gestão que saiba priorizar.

Passei 30 anos em ambientes onde recurso disponível sem estrutura de execução não é oportunidade. É problema mais caro esperando para acontecer.

Washington Sorio

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