O desemprego em favelas do Rio é o dobro do registrado em bairros nobres: 18, 4% contra 9, 2%, segundo a PNAD Contínua divulgada pelo IBGE em maio de 2026.
Esse dado não aparece nos discursos sobre crescimento econômico, mas está lá: medido e publicado.
A distância entre esses dois números não é acaso. É resultado direto de décadas de políticas que medem pobreza pela renda declarada, distribuem benefícios sem critérios claros de saída e não constroem caminhos reais para a autonomia.
O CadÚnico, base de dados que sustenta os programas sociais do país, ainda opera com informações desatualizadas e incentivos que podem fragmentar famílias para maximizar benefícios. Isso não é opinião: o próprio sistema evidencia quando auditado.
Para o trabalhador da Zona Norte que acorda às 5h e gasta duas horas no transporte público para chegar a um emprego informal, esse dado tem nome e endereço.
O problema não é falta de recurso. O Brasil gasta mais de um terço do que produz na máquina pública. O problema é que o modelo atual mede intenção, não resultado.
Passei 30 anos gerindo pessoas e processos em ambientes onde o dado errado custa caro. Aprendi que, quando o indicador não mede o que importa, a gestão otimiza o indicador, não a vida das pessoas.
Gestão séria começa por medir o que é real e cobrar entrega sobre o que foi medido.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
#GestãoPública #Rio #AndreMarinho #Zema #NOVO30