O Estado do Rio de Janeiro deve mais de R$ 1,3 bilhão à Prefeitura da capital. Parte desse débito são repasses de medicamentos que não chegaram à ponta.
Isso não é disputa política entre governos. É falha de gestão financeira com consequência direta na vida de quem depende do SUS: paciente crônico sem remédio, gestante sem tratamento contínuo e idoso na fila de uma farmácia pública que não tem o que entregar.
O SUS é tripartite, com responsabilidades da União, dos estados e dos municípios. O sistema só funciona quando cada ente cumpre sua parte. Quando o repasse trava, a fila cresce. Não porque faltou intenção, mas porque faltaram controle, cobrança e responsabilidade pela entrega.
Esse tipo de problema não aparece em inauguração. Aparece no balcão da UBS, quando o atendente precisa dizer que o medicamento acabou.
Gestão pública séria começa com uma pergunta simples: o recurso que deveria chegar, chegou? Se a resposta não for verificável, o problema já está instalado.
Quem passou décadas gerindo organizações com centenas de pessoas sabe que dívida entre entes públicos não é abstração contábil. É serviço que não foi prestado. É pessoa que ficou sem atendimento. Transparência e cobrança por resultado não são exigências extras. São o mínimo que qualquer gestão deve ao cidadão.
Washington Sorio
Pré-candidato a Deputado Federal RJ | Partido Novo
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