O governo federal visitou o Into, no Rio de Janeiro, em julho de 20…

Washington Sorio

O governo federal visitou o Into, no Rio de Janeiro, em julho de 2026, para destacar o uso de tecnologia em tratamentos ortopédicos.

No mesmo estado, reportagem do g1 informou 574 mortes por síndrome respiratória aguda grave até 27 de junho de 2026, com apenas 32% do grupo prioritário vacinado, muito abaixo da meta de 90%.

Esses dois fatos coexistem. E essa coexistência diz algo preciso sobre como o sistema público de saúde no Rio funciona: há ilhas de excelência e há buracos estruturais que ninguém fecha.

O Into entrega resultado porque tem governança técnica, equipe estável e protocolo clínico definido. Não é sorte. É modelo. O problema é que esse modelo não se replica para o restante da rede porque falta o que o Into tem: responsável identificado, meta verificável e cobrança por entrega.

Quando a vacinação do grupo prioritário fica em 32% e a meta era 90%, não houve falha de recurso. Houve falha de execução e de acompanhamento. Alguém deveria ter visto esse número semanas antes e agido. Não agiu, ou não tinha autoridade para agir.

Para o fluminense que depende do SUS, a consequência é concreta: pronto-socorro sobrecarregado, leito ocupado por caso que poderia ter sido evitado, cirurgia eletiva empurrada para frente.

Investimento em tecnologia e infraestrutura é necessário. Mas tecnologia instalada sem gestão competente na ponta não reduz fila. Não salva vida. Não entrega o que foi prometido.

O que o Rio precisa não é de mais um anúncio. É de um padrão de gestão que transforme o que funciona em exceção no que funciona como regra.

Washington Sorio
3071 — Deputado Federal RJ | Partido NOVO
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