O Hospital de Bonsucesso ficou cinco anos com a emergência fechada.
Cinco anos.
Não por falta de estrutura física. Por falta de gestão.
Quando uma parceria com o Grupo Hospitalar Conceição assumiu a operação, a emergência reabriu em menos de um ano. Foram 118 leitos ampliados e cerca de 2 mil profissionais contratados.
O mesmo hospital. O mesmo prédio. Resultado completamente diferente.
Isso revela algo que os debates sobre financiamento do SUS raramente admitem: o problema não é só quanto se investe. É como se gere o que já existe.
Enquanto o Rio debateu subfinanciamento por anos, unidades inteiras operavam abaixo da capacidade por ausência de protocolo, de liderança e de responsabilidade sobre resultado.
Para quem mora perto do Bonsucesso, cinco anos sem emergência significaram deslocamento, risco e, em alguns casos, morte evitável.
Gestão ineficiente tem endereço. Tem CEP. Tem consequência real.
Eu venho do setor privado porque aprendi que resultado não acontece por decreto. Acontece por execução, por métricas claras e por alguém que responde quando não funciona.
É esse padrão que precisa entrar na gestão pública do Rio.
Não é sobre mais recurso ou menos recurso. É sobre quem responde pelo que foi entregue.
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